sábado, 18 de maio de 2013

Marketing ou generosidade?

 
A vantagem de se fazer compras no comércio tradicional é ter um tratamento personalizado, para não dizer, pessoalizado. Sou fiel a alguns estabelecimentos comerciais de bairro e em todos os que visito, todos os clientes são únicos, exclusivos e tratados com uma reverência e simpatia invejável.
 
O talho de bairro do sr. B., onde vou todas as semanas é um bom exemplo do que acabei de dizer. Primeiro, porque o espaço é reduzido e assim falamos nos olhos uns dos outros; segundo, porque ali ainda se diz "bom dia" e desejam-se as melhoras aos mais adoentados, como foi o meu caso, hoje; terceiro, porque ali encontro sempre a qualidade que procuro (até ao momento ainda não me senti defraudada), até porque o sr. B. tem o dom da adivinhação e até da profecia (quando não sei o que quero, ele prediz os jantares da semana) e melhor ainda, nos 10 minutos que lá permaneço tenho, à borla (isto é importante, nos dias que correm!) uma formação de curta duração mas com regularidade semanal, em culinária. Sim, é isso mesmo! O sr B. em função do que compro dá-me sempre a sugestão do talhante, uma receita à la carte para o produto que compro.
 
Hoje a dica foi para acompanhamento de uma peça de carne. Favas! As mal amadas de muita gente! Gosto das ditas e salteadas com coentros...hummm! Parece-me uma boa opção! Sugestão do sr. B - chef boucher.
 
Gosto deste marketing, gratuito ou não, não me interessa. Gosto!
Gosto destes mimos que me fazem voltar na semana seguinte!
Gosto da simplicidade com que generosamente me dão um pouco do que sabem! 
Gosto do sorriso e do agrado com que me recebem!
Gosto deste comércio tradicional!
 
p.s. também gosto de favas com chouriço!

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